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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sobre o Teletransporte


Uma discussão que vem desde muito tempo, é a criação do teleporte!

Mas, o que é o teletransporte?

"Desde que a roda foi inventada, há mais de 5 mil anos, as pessoas têm criado novas maneiras de viajar mais rápido de um lugar para o outro. A carruagem, a bicicleta, o automóvel, o avião e o foguete foram inventados para diminuir o tempo que se gasta para chegar aos destinos. Mesmo assim, todas essas formas de transporte têm o mesmo defeito e elas requerem que você percorra uma distância física, o que pode levar de alguns minutos a muitas horas, dependendo dos pontos iniciais e finais."

O teletransporte é nada mais do que a desmaterialização de algum objeto em um local  e o envio das configurações atômicas deste objeto para outra localidade. 

"Em 1993, a idéia do teletransporte saiu do campo da ficção científica e entrou para o mundo da possibilidade teórica. O físico Charles Bennett e um grupo de pesquisadores da IBM (em inglês) confirmaram que o teletransporte quântico era possível, mas somente se o objeto transportado fosse destruído. Esta revelação, anunciada em março de 1993 por Bennet, no encontro anual da American Physical Society (em inglês), aconteceu um pouco antes da publicação do relatório das suas descobertas na edição de 29 de março de 1993, da Phsycal Review Letters (em inglês). Desde aquela época, experiências utilizando  fótons mostraram que o teletransporte quântico era, de fato, possível."

(Definição de fóton: Na moderna física, o fóton é a partícula elementar responsável pelo fenômeno eletromagnético. Ele media as interações eletromagnéticas e constrói todas as formas de luz)


Em 1998, físicos do Instituto de Tecnologia da Califórnia , junto com dois grupos europeus, transformam as idéias da IBM em realidade ao transportar com sucesso um fóton, uma partícula de energia que carrega luz.

O grupo Caltech conseguiu ler a estrutura atômica de um fóton e enviou esta informação em 1 metro de cabo coaxial para criar uma réplica deste fóton. Como tinha sido previsto, o fóton original não existia mais depois que a réplica foi feita.
Durante o experimento, o grupo Caltech conseguiu contornar o princípio da incerteza de Heisenberg, a principal barreira para o teletransporte de objetos maiores que um fóton.
 Este princípio diz que você não pode saber, simultaneamente, o local e a velocidade de uma partícula. Mas se você não sabe a posição da partícula, como pode teletransportá-la? Para teletransportar um fóton sem violar o princípio de Heisenber, os físicos da Caltech utilizaram um fenômeno conhecido como entrelaçamento
No entrelaçamento, pelo menos três fótons são necessários para realizar o teletransporte quântico.
  • Fóton A: o fóton a ser teletransportado
  • Fóton B: o fóton de transporte
  • Fóton C: o fóton entrelaçado com o fóton B
Se os pesquisadores tentassem olhar o fóton A de perto sem o entrelaçamento, eles poderiam provocar uma colisão e, conseqüentemente, modificá-lo. Ao entrelaçar os fótons B e C, os pesquisadores podem extrair informação sobre o fóton A.
 O restante da informação seria transferida para o fóton B por meio do entrelaçamento e depois para o fóton C. Quando os pesquisadores aplicam a informação do fóton A no fóton C, eles podem criar uma réplica exata do fóton A, porém, este fóton deixa de existir da maneira como existia antes da informação ser enviada para o fóton C.
Em outras palavras, vamos supor que alguem se teletransporta para um planeta alienígena, uma análise da sua estrutura atômica passa pela sala de transporte para o destino desejado, onde a réplica desta pessoa é criada e o original é destruído.
Um experimento de sucesso foi realizado na Universidade Nacional da Austrália, quando os pesquisadores teletransportaram um raio laser
O mais recente experimento de sucesso em teletransporte ocorreu em 4 de outubro de 2006, no Instituto Niels Bohr, em Copenhagen, Dinamarca. 
O Dr Eugene Polzik e sua equipe teletransportaram informações armazenadas em um raio laser, em uma nuvem de átomos.
 De acordo com Polzik: "é um passo adiante, pois pela primeira vez envolveu o teletransporte entre luz e matéria, dois objetos distintos. Um é o portador da informação e o outro é o meio de armazenamento" (CBC). A informação foi teletransportada por 0,5m. 
A idéia de criar réplicas e destruir originais ainda não é atrativa para as pessoas, mas o teletransporte quântico pode ajudar a computação quântica. Estes experimentos com os fótons são importantes para o desenvolvimento das redes que distribuem informação quântica. O professor Samuel Braunstein, da universidade de Wales, em Bangor, criou uma rede chamada "internet quântica". Esta tecnologia pode ser usada um dia para construir um computador quântico que tem taxas de transmissão de dados muitas vezes mais rápidas que o computador mais moderno.

As leis da física podem até impedir que exista um teletransportador que envie uma pessoa, instantaneamente, para outro lugar. Isso precisaria ser feito na velocidade da luz.
Para uma pessoa ser teletransportada, uma máquina teria que ser construída para identificar e analisar todos os 1028   átomos que formam um corpo humano, o que significa mais de um trilhão de átomos. Esta máquina teria que enviar essa informação para outro lugar, onde o corpo da pessoa seria reconstruído com precisão. As moléculas não poderiam estar 1 mm fora do lugar, já que isso poderia deixar a pessoa com graves defeitos neurológicos ou fisiológicos.
Uma teoria sugere que o teletransporte deveria combinar clonagem biodigital com digitalização.
Nesta clonagem biodigital, os tele-viajantes teriam que morrer. Seus corpos e mentes originais deixariam de existir. A sua estrutura atômica seria copiada para outra localidade e a digitalização recriaria as memórias, emoções, esperanças e sonhos dos viajantes. Então eles ainda iriam existir, mas em um novo corpo, com a mesma estrutura atômica do corpo original e programado com a mesma informação.
Como todas as outras tecnologias, os cientistas continuam a melhorar a idéia do teletransporte até que se torne possível utilizá-la sem métodos tão agressivos. Um dia, um dos seus descendentes vai terminar um dia de trabalho num escritório espacial situado a milhões de anos-luz da Terra e falar para o seu relógio de pulso transportá-lo para casa, no planeta X. Quando ele terminar de pronunciar estas palavras, já vai estar sentado à mesa de jantar."

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